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E se o passeio com o seu pet virar uma atividade física? Tem tutor que optou por usar aqueles 15 minutinhos de passeio na rua de casa a uma corridinha junto de seu melhor amigo. Segundo o médico veterinário Widie Oriques, a introdução aos exercícios deve ser gradativa, até que a dupla fique preparada à corrida:
– Devemos começar as atividades físicas (com os pets) sempre aos poucos, percorrendo distâncias curtas e com ritmo lento, progredindo até exercícios mais intensos, como as corridas. É importante supervisionar como o animal responde a essa atividade, podendo aumentar a distância e o ritmo, progressivamente, respeitando os limites.
Oriques sublinha que outros fatores devem ser observados, como cronograma vacinal e faixa etária do animal:
– A idade é um fator importante, sendo que animais mais jovens e adultos tendem a apresentar maior disposição. É necessário atentar para o início dos exercícios em ambientes externos com animais filhotes, pois eles dependem do cumprimento do cronograma vacinal. Já os animais idosos demandam maior atenção às questões envolvendo a saúde, como problemas articulares e cardíacos. Nesses casos, são recomendadas caminhadas mais curtas ou de menor intensidade – aponta.
CUIDADO COM OS DE FOCINHO CURTO
A atividade física é importante para a qualidade de vida para todas as raças, no entanto, algumas possuem maior predisposição para exercícios mais intensos, enquanto outras dispõem de características físicas que podem restringir essa intensidade.
– É importante ter cuidado com animais braquicefálicos, que são aquelas raças conhecidas por possuírem focinhos mais curtos, como o boxer, o bulldog inglês, bulldog francês, pug, entre outros. Animais mais pesados também podem ter problemas articulares em decorrência da sobrecarga durante a atividade física – lembra.
ÁGUA E COLEIRA
Além de foco, força e fé, é preciso equipamentos adequados para a corrida:
– Para correr com eles é necessário, basicamente, uma coleira e guia para a segurança do animal. Existem diferentes tipos de guias, buscando adaptação para as características desse animal e da atividade desejada. Lembrando ainda, que é necessário fornecer hidratação durante o percurso – pontua.
QUEM FAZ OS CORRES AO SEU LADO É DE FÉ
Conforme o veterinário, é comprovado o benefício do exercício para humanos e animais.
– Particularmente nos animais, a corrida é capaz de auxiliar na diminuição do estresse, melhorando condições de saúde e enriquecendo a relação com o tutor, o que acarreta em melhor qualidade de vida. Cabe ressaltar a importância de procurar a orientação de um médico veterinário para verificar se o animal está saudável e apto para a realização de atividades, principalmente aquelas de maior intensidade, como corridas e longas caminhadas – reforça.
VAI CORRER NO PARQUE
A orientação ainda é de que o exercício em parceria ocorra em locais com pouco trânsito e ao ar livre. Boa corrida!